DA NOTÍCIA À CRÔNICA: A PAUSA QUE REFRESCA

 

Lealis Conceição Guimarães - UNESP/UNOPAR/CESULON

 

 

A proposta deste trabalho é mostrar o olhar crítico de Moacyr Scliar sobre a mítica tradição judaica, através da análise da crônica “A pausa que refresca”[1],publicada em 4 de abril de 1996. A referida crônica alude à reportagem jornalística Coca‑Cola kosher chega ao Brasil, escrita por Suzana Barelli, em 1 de abril de 1996, na página 8 do caderno “Negócios”, da Folha de São Paulo. A notícia é ilustrada por uma foto do rabino que participou das negociações para que o Brasil importasse a Coca-Cola kosher, fabricada pelos norte-americanos, para ser consumida pelos judeus.

A notícia anuncia a chegada ao mercado brasileiro da Coca‑Cola kosher, importada dos Estados Unidos da América, a pedido dos membros da comunidade judaica paulistana. O refrigerante citado é fabricado de acordo com os preceitos judaicos, já que, durante os oito dias da Páscoa, os judeus são proibidos de ingerir alimentos feitos com grãos de trigo, centeio, cevada e aveia ou outros elementos que fermentam em contato com a água.

A relação intertextual da ficção com a reportagem jornalística faz com que páginas de inspiração divina, de um livro sagrado como a Bíblia, sejam amalgamadas à crônica. Tal relação se corporifica numa nova composição, paródica, com humor que assume a marca indelével do cronista Moacyr Scliar. Em virtude disso, o texto da ficção provoca um clima lúdico que desafia o leitor a se movimentar de um texto para o outro, para acompanhar os diálogos superpostos entre notícia, crônica e Bíblia.

Assim, ao fazer a recriação literária, Scliar apropria-se de pontos fundamentais da reportagem jornalística, como a importação da Coca-Cola kasher, a propagação do produto, a fórmula secreta utilizada no processo de fabricação do refrigerante e o fato de os judeus sempre perguntarem pela Coca-Cola para acompanhar o matzá, pão especial que deve ser consumido por eles, na época da Páscoa.

Além disso, o título da crônica “A pausa que refresca”[2], remete imediatamente à veiculação no Brasil, entre 1942 e 1950, de uma propaganda do conhecido refrigerante Coca‑Cola, muito apreciado atualmente por grande parte de consumidores.

A pausa pode ser entendida, no contexto desta narrativa em que elementos da cultura judaica são evocados, como uma parada para refletir e tentar solucionar o problema gerado pelo fenômeno da “diáspora", ou seja, a dispersão do povo judeu pelo mundo, no decorrer dos séculos, desde os remotos tempos bíblicos.

Notamos, ainda, que o substantivo pausa é retomado pelo pronome relativo que, com o objetivo de enfatizar a sua função de sujeito da ação refresca, isto é, “a pausa refresca”. Em vista disso, manifesta-se a ambigüidade de um processo irônico, em que o verbo refresca tanto pode significar “matar a sede” dos peregrinos judeus no deserto e “restabelecer as forças” deles para prosseguir viagem como “tranqüilizá-los” (no sentido mais popular de “refrescar a cabeça”) para enfrentar os problemas do exílio.

Na crônica analisada, a intertextualidade paródica se realiza na conjunção de semelhanças e diferenças, em que a recriação da notícia satiriza os recursos da propaganda para explorar o consumismo da sociedade. As semelhanças constituem os indícios da reportagem jornalística e dos textos bíblicos do Êxodo, no Antigo Testamento, reconhecidos na crônica, e as diferenças manifestam-se pelo teor crítico dessas semelhanças.

É interessante destacar que toda a narrativa da crônica é fechada por aspas duplas, sugerindo, ironicamente, ser uma citação literal da Bíblia. Na realidade, Scliar está fazendo outra paródia, sobreposta à da notícia. Semelhante a toda narrativa bíblica, também na crônica, a fala do Senhor está na segunda pessoa do plural, como podemos verificar:

 

E disse o Senhor a Moisés no Egito: 'Durante sete dias comereis pães sem fermento. Já no primeiro dia fareis desaparecer o fermento de vossas casas. Podereis preparar‑vos somente a comida que cada um comerá’.

 

O excerto acima retoma a seguinte passagem do Êxodo, capítulo 12, versículos 19 e 20, que explica a origem do pão ázimo, o matzá, para os judeus:

 

Durante sete dias, não haverá fermento nas vossas casas, pois quem comer pão fermentado será excluído da assembléia de Israel, seja adventício ou seja nativo. Não comereis pão fermentado; nas vossas casas, comereis pão sem fermento.[3]

 

Segundo a tradição judaica, fundamentada no Antigo Testamento, durante a comemoração da Páscoa, os israelitas foram proibidos, por Deus, de comer qualquer alimento fermentado sob pena de serem expulsos de Israel. Essa tradição é mantida até hoje, principalmente pelos judeus ortodoxos.

A partir do segmento seguinte, a crônica muda o foco narrativo para a terceira pessoa e marca a presença do narrador‑observador, que se mantém mero espectador dos fatos, sem interferir na narrativa, como comprovamos:

 

 E os israelitas saíram, levando a massa do pão ázimo e as fôrmas. E começaram a sua marcha pelo deserto. Caminharam três dias sem achar água. Por fim encontraram um lugar onde havia água, mas esta era amarga, por isso lhe deram o nome de Mara.

E o povo murmurava contra Moisés, dizendo: 'O que vamos beber?' Moisés clamou ao Senhor, e este lhe indicou certa planta que, jogada na água, tornou‑a boa para beber.

 

Percebemos que a ficção dialoga, ainda, com outra passagem bíblica do Êxodo, os versículos 22 a 25 do capítulo 15, que apresenta esse mesmo fato. Assim, o narrador conta a história da fuga dos judeus do Egito, quando foram liderados por Moisés que, seguindo o conselho divino, conduziu‑os numa longa e penosa trajetória pelo deserto. Na crônica, tal como nas narrativas bíblicas, a pergunta ‘O que vamos beber?’ e outras falas estão sempre entre aspas simples, o que dá especial destaque aos diálogos.

As duas partes introdutórias da crônica preparam o desencadear do texto, em que o riso ambivalente inverte o sentido do núcleo temático da notícia e se instala na ficção cronística scliariana, mesclada com fatos bíblicos.

A seguir, os prazeres da vida, representados pelo refrigerante Coca-Cola, são ironicamente supervalorizados, em detrimento da água boa para beber, isto é, potável, que simboliza a regeneração e o renascimento do homem pela sua confiança em Deus, quando em situações críticas, como observamos:

 

Todos ficaram contentes, menos um. E este um dizia: 'Que graça tem em tomar água? Ainda mais com pão ázimo? Porventura haverá saco, mesmo preto, que agüente? Assim não dá, gente, assim não dá’.

E Moisés foi ter com o descontente e perguntou‑lhe: 'O que tens contra a água?’

E o descontente respondeu‑lhe: 'Nada tenho contra a água, mas existe coisa melhor'.

E Moisés perguntou: 'Como sabes que existe coisa melhor?'

E o homem respondeu: 'Porque tive uma visão do futuro. Eu olhava uma caixa mágica, chamada televisão, e nela eu via recomendarem uma bebida chamada Coca‑Cola. Coca‑Cola é a pausa que refresca. Nenhuma sede resiste a Coca‑Cola, nem mesmo a sede do deserto'.

E Moisés, desconfiado, perguntou: 'Mas essa tal de Coca‑Cola é kasher? É permitida pela lei?'

E o homem respondeu: 'Se não é kasher, a gente mexe na fórmula'.

 

O emprego de sucessivos “e", que, no trecho em destaque, aparece nada menos que nove vezes, estabelece um encadeamento de maior dinamismo, refletindo a vivacidade da narrativa oral, aqui transcrita. Do mesmo modo, isso se manifesta na seqüência de perguntas e respostas. Outra observação interessante é quanto à fala de Moisés, que procura manter a distância respeitosa, como líder, usando a segunda pessoa do singular.

Notamos, também, na contestação da personagem descontente, uma linguagem que marca a primeira perturbação no discurso até então desenvolvido na narrativa. Assim, a expressão da gíria popular Porventura haverá saco, mesmo preto que agüente é complementada por Assim não dá, gente, assim não dá, que também faz parte da linguagem popular e tem na repetição o reforço à não aceitação de uma ordem.

Intensifica-se, então, o humor através de uma estrutura dialógica mais aberta, que aproxima tudo e todos num mesmo plano, embora a forma da pergunta de Moisés conote esforço em manter uma certa superioridade.

A visão que o peregrino descontente tem, como um sonho, é aqui introduzida como uma possibilidade de outra vida, totalmentediferente daquela da vida comum. Essa outra vida se propõe com as imagens extraordinárias que se inserem no texto, a partir das expressões visão de futuro e caixa mágica.

Daí em diante, o diálogo intertextual liga o misticismo do tempo bíblico aos avanços dos tempos atuais, em que a propaganda tem forte apelo visual para chamar a atenção do povo e incentivá-lo ao consumo. É o discurso bíblico dialogando com o discurso da propaganda, em que o riso desconstrói a narrativa bíblica, dessacralizando-a.

Assim, a crônica retoma o discurso persuasivo do “slogan" da Coca‑Cola – Coca-Cola é a pausa que refresca – para convencer Moisés das vantagens do refrigerante, que pode ser transformado em bebida kasher. O emprego do termo kasher caracteriza a força coercitiva da lei, à qual se sentem obrigados a seguir por convicção religiosa.

A propósito, a palavra kosher (assim escrita na notícia) ou kasher (como na crônica), ou ainda câsher[4], delimita os produtos que devem ser consumidos pelos judeus, especialmente os ortodoxos, de acordo com os preceitos tradicionais que orientam a sua composição. A significação dessa palavra é apropriado para comer, limpo[5], como explica a escritora judia Erna Schlesinger.

Quando o peregrino disse a Moisés que poderia mexer na fórmula, propondo a adaptação da Coca‑Cola às exigências da lei, que deveria ser seguida por eles, configura-se uma crítica mordaz do cronista à falsificação de fórmulas químicas, tão comum hoje em dia, e também ao conhecido “jeitinho brasileiro”, que burla as leis para solucionar mais facilmente seus problemas.

Após a concordância de Moisés, todos os peregrinos passaram a beber só refrigerante Coca-Cola que, além de satisfazer as exigências religiosas, oferece vantagens para a saúde, sendo também diet, com baixas calorias.

A seqüência narrativa da crônica sofre uma ruptura que praticamente modifica a posição das personagens Moisés e o peregrino descontente, a partir da frase E Moisés não podia dizer nada, indicando que Moisés foi obrigado a aceitar a situação criada pelo peregrino. A força da palavra do peregrino neutraliza a palavra do líder, que se torna, agora, impotente diante dos fatos. Isso porque, como já foi salientado, a Coca-Cola, sendo kasher, está dentro dos preceitos exigidos pela tradicional lei judaica e, sendo dietética, obedece a requisitos tidos como necessários para uma vida saudável, no mundo moderno. O emprego dos qualificativos kasher e diet é importante para estabelecer essa ligação entre o tempo histórico bíblico e os tempos modernos, respectivamente.

Importa ressaltarmos, ainda, que, ao serem destruídas as barreiras da autoridade dominante, Moisés e o peregrino são colocados no mesmo patamar. Diante disso, instala-se, na narrativa, a perplexidade gerada pela liberdade cômica da situação às avessas, que mistura o misticismo religioso com o consumismo capitalista norte-americano, assim representados: a passagem bíblica e o apelo comercial.

A crônica provoca uma desestabilização temporal, ao inserir uma técnica moderna de propaganda no tempo antes de Cristo. Um produto norte‑americano moderno, a Coca-Cola, é divulgado através de outdoors e incita o leitor a visualizar os tais painéis publicitários espalhados pela travessia do deserto, clamando a todos para amenizarem a sua sede com o refrigerante indicado. O emprego do vocábulo inglês outdoors, relacionado à Coca- Cola, produto representativo dos Estados Unidos da América, sugere uma crítica ao domínio norte-americano no contexto mundial.

Assim, chegamos ao clímax da narrativa, com as imagens evocadas pelo narrador, as quais mostram a carnavalização do texto bíblico que registra a passagem dos judeus pelo deserto em direção à Terra Prometida, ou seja, Canaã, onde encontrariam a paz tão almejada.

Quase no final da crônica, há uma conotação irônica na referência à fidelidade de Aarão a Moisés, fiel companheiro, que observa os acontecimentos mas, após o desabafo de seu amigo (‘Só falta agora alguém ter uma visão de um produto similar e pedir para que seja incluído na bagagem dos peregrinos’), também se deixa envolver pelo espírito comercial do peregrino descontente. No entanto, ele não desafia abertamente o seu líder, como se pode conferir na última parte da crônica:

 

Aarão não disse nada. Mas pensou que 'Pepsi‑Cola' seria um bom nome. A ser lançado no momento oportuno, claro.”

 

Evidenciamos, aqui, a disputa comercial que Aarão pretende encetar. Daí o silêncio, como estratégia de negócio, até chegar o momento oportuno para colocar o seu produto no mercado, com o objetivo de competir com o outro.

O enfoque narrativo sai do exterior social para o íntimo de uma personagem e o narrador mostra os pensamentos de Aarão, que incorpora o discurso do peregrino e planeja, sem dizer nada, fazer o mesmo em outra oportunidade. É o sonho da personagem, que pode se transformar em realidade, no momento certo.

As palavras finais da crônica, Pepsi‑Cola seria um bom nome. A ser lançado no momento oportuno, claro, não encerram o assunto, mas deixam abertura para um recomeço e reforçam a noção de circularidade da narrativa, cuja palavra-chave é “kasher”.

Assim, podemos afirmar que, na crônica, insinua-se uma rivalidade entre duas figuras autênticas e exponenciais dos primórdios do povo judeu (Moisés e Aarão) e dois produtos industriais modernos (Coca-Cola e Pepsi-Cola), considerados extraordinários para matar a sede e que concorrem entre si no mundo todo. Seja como for, o texto bíblico, misturado ao da propaganda, corta o discurso da crônica em todas a direções e as personagens vivem situações inusitadas, em que Scliar privilegia o imaginário fantástico e apresenta um mundo às avessas, carnavalizado. Com isso, o cronista parodia fatos bíblicos já cristalizados na memória coletiva e cria uma espécie de caricatura verbal, que reforça a dinâmica do texto.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

ALTER, Robert; KERMODE, Frank (org.). Êxodo. In: ___. Guia Literário da Bíblia. Trad. Raul Fiker. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997, p.69-78.

BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo, Brasília: Hucitec, 1993.

BARELLI, Suzana. Coca-Cola kosher chega ao Brasil. Folha de São Paulo. 1 abr. 1996, c.2, p.8.

BÍBLIA SAGRADA: edição da palavra viva. Trad. Missionários Capuchinhos. Lisboa: C.D. Estampley Ent., 1974.

HUTCHEON, Linda. Uma teoria da paródia. Lisboa: Edições 70, 1985.

SCHLESINGER, Erna. C. Tradição e Costumes Judaicos: Uma viagem em torno do ano hebreu.Trad. José Schor. Rio de Janeiro: Sigal, 1951.

SCLIAR, Moacyr. A condição judaica: das Tábuas da lei à mesa da cozinha. Porto Alegre: L&PM, 1087.

_______. A pausa que refresca. Folha de São Paulo. 4 abr. 1996, c.3, p.2.

SCLIAR, Moacyr; FINZI, Patrícia; TOKER, Eliaher. Do Éden ao divã: Humor Judaico. São Paulo: Shalom, 1991.

 

 

Anexo

 

A pausa que refresca

 

                “E disse o Senhor a Moisés no Egito: ‘Durante sete dias comereis pães sem fermento. Já no primeiro dia fareis desaparecer o fermento de vossas casas. Podereis preparar-vos somente a comida que cada um comerá’.

                E os israelitas saíram, levando a massa do pão ázimo e as formas. E começaram a sua marcha pelo deserto. Caminharam três dias som achar água. Por fim encontraram um lugar onde havia água, mas esta era amarga, por isso lhe deram o nome de Mara.

                E o povo murmurava contra Moisés, dizendo: ‘O que vamos beber?’ Moisés clamou ao Senhor, e este indicou certa planta que, jogada na água, tornou-a boa para beber.

Todos ficaram contentes, menos um. E este dizia: ‘Que graça tem em tomar água? Ainda mais com pão ázimo? Porventura haverá saco, mesmo preto, que agüente? Assim não dá, gente, assim não dá’.

E Moisés foi ter com o descontente e perguntou-lhe: ‘O que tens contra a água? ‘

E o descontente respondeu-lhe: ‘Nada tenho contra a água, mas existe coisa melhor’.

E Moisés perguntou: ‘Como sabes que existe coisa melhor?’

E o homem respondeu: ‘Porque tive uma visão do futuro. Eu olhava uma caixa mágica, chamada televisão, e nela eu via recomendarem uma bebida chamada Coca-Cola. Coca-Cola é a pausa que refresca. Nenhuma sede resiste a Coca-Cola, nem mesmo a sede do deserto’.

E Moisés, desconfiado, perguntou: ‘Mas essa tal de Coca-Cola é kasher? É permitida pela lei?’

E o homem respondeu: ‘Se não é kasher, a gente mexe na fórmula’.

E Moisés concordou, e no dia seguinte o homem apareceu com um grande carregamento de Coca-Cola, e todos deixaram de tomar água e foram direto para o novo refrigerante. E Moisés não podia dizer nada, porque a Coca-Cola era kasher, e, além disso, tinha uma versão diet, com baixas calorias. O produto era abundantemente apregoado em vários outdoors que imediatamente surgiram no deserto, balizando p caminho para a Terra Prometida.

Quando viu aquilo, Moisés comentou com Aarão, seu fiel companheiro: ‘Só falta agora alguém ter uma visão de um produto similar e pedir que seja incluído na bagagem dos peregrinos’.

Aarão não disse nada. Mas pensou que ‘Pepsi-Cola’ seria um bom nome. A ser lançado no momento oportuno, claro.”

(SCLIAR, Moacyr. Boletim de Ocorrência. Folha de São Paulo. 4 abr. 1996, c.3, p.2)



[1] Esta é uma das crônicas analisadas na minha dissertação de mestrado Do fato ao texto literário: as saborosas crônicas de Moacyr Scliar, que está sendo transformada em livro.

[2] O texto completo da crônica encontra-se anexado ao final do trabalho.

[3] BÍBLIA SAGRADA: edição da palavra viva. 1974, p.75.

[4] Erna SCHLESINGER. Tradições e costumes judaicos: uma viagem em torno do ano hebreu.1951, p.257.

[5]Ibid., p. 257.